Corujando - de olho em livros, filmes e novidades literárias -
09
fev 2015

Resenha – Eleanor & Park, Rainbow Rowell



Título: Eleanor & Park
Título original: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Livro no skoob

Sensível, tocante, excêntrico e apaixonante. São essas as características que dou para o livro “Eleanor & Park”, de Rainbow Rowell.

“Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.”

Park tocava as mãos dela como se fossem algo raro e precioso, como se seus dedos estivessem intimamente conectados com o restante do seu corpo. O que, é claro, era fato. Difícil explicar. Ele a fazia sentir como se ela fosse mais do que a soma de suas partes.

Park é um jovem de 16 anos, descendente de coreano, amante de quadrinhos e que tem como fiel escudeiro de viagens-de-volta-a-escola o seu walkman. Vários atributos que fazem com que ele passe despercebido na selva da escola de ensino médio.

O mesmo não vale para Eleanor. Logo no seu primeiro dia, no ônibus da escola, seu gosto excêntrico para roupas e seus longos e despenteados cabelos ruivos chamavam a atenção dos gozadores de plantão, que estão sempre a espera de uma presa para as brincadeiras sem graça. Não que ela ligue. Não muito.

E o que os uniu, logo de início, não foram suas características. Foi uma brincadeirinha do destino que havia feito com que o lugar ao lado de Park fosse o único vago no ônibus. E a partir daí que a história começa. E aí vem as aventuras, o sentimento inquietante que começa a crescer dentro do peito e não tem mais pra onde ir.

 

Modelo que não sou eu, mas enfim.

Eleanor & Park

 

Se ela tinha saudade?
Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele em torno dela feito um torniquete.

Uma leitura particularmente agridoce. A doçura do primeiro amor está em cada página, nas passagens curtas dos capítulos que alteram entre o ponto de vista de Eleanor & Park. E o fator amargo também macula as páginas, arrastando os problemas e tristezas da família de Eleanor para o seu comportamento e cotidiano.

Enfim, é um livro bonito, suave, geek, que me deixou cheia de suspirante e desejando ler mais da Rainbow o mais rápido possível. Super recomendo!

02
fev 2015

Correio em Fotos – O que tive no último mês


Janeiro alimentou meus vícios propriamente, e isto enquanto estou me segurando para não comprar mais livros para a fila. Primeiramente, um dos mais aguardados por mim este ano: A Música do Silêncio, do Patrick Rothfuss, autor de O Nome do Vento e o Temor do Sábio.
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E depois, ainda tem O Diário Secreto de Lizzie Bennet, adaptação em livro da série de YouTube produzida pelo Hank Green sobre Orgulho e Preconceito. Estou bem na vibe Jane Austen ultimamente. Também comprei o livro da Fernanda Torres, o FIM. Por recomendação da querida amiga Bárbara Diana, que tem um gosto tão apurado sobre livros que aderi à recomendação cegamente.

 

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Da querida Nina Spim (Do blog Nina é Uma) comprei Amor nas Entrelinhas e Aquarela – Contos e Crônicas. Ambos são antologias da Editora Andross em que esta escritora pra lá de encantadora – e amiga <3 – tem texto publicado. Não pude deixar de comprar, obviamente. Para quem deseja participar das Antologias da Andross, pode tentar neste link.

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E por fim, a surpresa do meu início de ano: A querida Laís, ou LRDO, do blog LRDO me fez uma daquelas propostas irrecusáveis e agora virou autora parceira aqui do blog. Vocês logo irão conferir a resenha do livro Primeiras Impressões – uma envolvente adaptação de Jane Austen que tive o prazer de ler – uma entrevista com a autora e ainda vão participar de um sorteio, já que ela mandou uma cópia para os leitores do Corujando!

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E é isto aí, pessoal!

05
jan 2015

Charmed #falandodeséries


Alguém falou de Charmed?

Há algum tempo venho bolando e tramando para escrever este post e agora finalmente está aqui, nascendo.

Quem me acompanha, sabe que eu tenho uma série favorita que mora no fundo do meu coração e que eu nunca, nunca, vou me cansar de ver. Isto seria Charmed, mas vamos com calma.

Como conheci esta paixonite? Minha avó – sim, minha querida vozinha – me apresentou a série com a exclamação “você vai adorar!” e eu não pude deixar de conferir o que era. Afinal, minha avó sempre acerta. E lá ia eu, me aventurar com uma série no canal 91 que começou em 1998. Sempre adorei histórias que envolvessem bruxas, seres sobrenaturais e magia e o resultado não poderia ser mais que amor a primeira vista!

Charmed significa “Encantadas”, para o caso, e se refere as três irmãs que vou apresentar jajá.

Prue, Piper e Phoebe nasceram em San Francisco e voltam a morar juntas depois de adultas – já que Phoebe, a caçula, havia saído de casa um tempo antes.

Prue (Shannen Doherty) tem seus atritos com a irmã mais nova, e acaba sempre para Piper (Holly Marie Combs) se meter no meio das tensões. Porém, ao voltar para casa, Phoebe (Alyssa Milano) encontra a porta do sótão destrancada, uma porta que nunca havia entrado. Ao desbravar, descobre um livro e acaba lendo um dos textos que depois ela descobre ser um feitiço.

Cada uma recebe, então, um poder. Prue, a primogênita, recebe o dom da telecinese. Piper, a filha do meio, consegue parar o tempo. E Phoebe, com um poder passivo, é capaz de ter premonições.

Acontece que elas não são bruxas quaisquer. Elas são as Encantadas. Eu disse As Encantadas? Possuem grandes responsabilidades para manter o bem sempre a frente, sempre firme ante a ameaças como demônios, bruxos do mal, fantasmas e toda a sorte de malvadezas que o inferno puder cuspir para a Terra.

As três irmãs então descobrem sua herança de bruxas e começam aquele árduo trabalho das forças da bondade. Charmed tem 8 temporadas – e acho que devia ter mais! Só acho! – e teve o seu fatídico final em 2006.



E essa é minha cara de ai-como-adoro-ver-essa-delícia-de-série

Mas Charmed não é só mais uma série com mulheres que derrotam os caras do mal de salto alto e frente única sem desarrumar um fio de cabelo. É uma série sobre conquistas, sobre o aprendizado que vem da derrota, o amor a família e sobre amizade que supera barreiras e tombos.

Naturalmente, ao longo de oito temporadas, entra personagem, sai ator, morre um aqui e um lá, um destino cruel deste lado para esse cara que falta aos ensaios sumir da série, um destino bacana para aquele cara porque já cansaram de vê-lo nos ensaios… Como toda grande série. A questão é a essência que fica. Essência que nunca vou cansar de ver – e rever, e ver de novo, porque é isto que eu faço com Charmed.

Muitos romances, aventuras, intrigas, apertos, filhos, maridos, parentes perdidos… Completo meu post com a recomendação: deguste. É velhinha, os efeitos especiais podem não ser tão fodasticos como os de hoje, mas é uma história incrível disfarçada com pouca audiência dentro de uma casa rosa, que também é o Nexus.

Ok, vou parar por aqui. Para quem quiser, deixo a abertura aqui em baixo:

Existem várias enciclopédias online de Charmed por aí! Para os curiosos, minhas fontes: x o x
(E você pode assistir a série inteira no NetFlix! Ip Ip Urra! Além de comprar lá na Saraiva as temporadas por um preço campeão – já dizia meu avô.)


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