Literatura Nacional Archives - Corujando - de olho em livros, filmes e novidades literárias
27
jan 2014

Book Tour: Luiza, Ana Maia


Eis que, depois da resenha do livro Luiza, eu venho apresentando para vocês o book tour deste livro que é uma fofura. Se quiserem conferir minha resenha, é só clicar aqui.

Ok, Rachel, mas o que é um booktour?
Resposta: Bom, o booktour consiste em, basicamente, um livro fazendo um tour pelo país, mais precisamente, por várias casas. O livro vai passeando e sendo lido até voltar para dona, no caso, eu.

Serão selecionados 10 participantes para o booktour.

Confira aqui as regrinhas para participar:

Regulamento

Para participar você tem que:
– Possuir um blog.
– Ter endereço de entrega no Brasil
– Publicar a resenha no blog e no Skoob
– Cada participante terá uma semana para ler o livro e enviá-lo para o próximo participante.
– O livro deverá ser enviado pela categoria IMPRESSO com Registro Módico e o número de rastreamento deve ser enviado para mim assim que postado nos correios para o próximo participante.

Critérios para participação

– O blog precisa ter pelo menos 1 mês de criação
– Atualização do blog
– Ordem de inscrição

Os critérios são para melhor funcionamento e organização do booktour. É uma honra começar com um livro que gostei tanto – e contar com o apoio da autora – e espero que gostem e acompanhem.

Como é o primeiro que organizo, peço paciência. Se você se enquadra nos itens citados e está disposto a arcar com os custos e os prazos, você pode se inscrever no formulário abaixo.

E, para finalizar, os participantes devem colocar o selo abaixo na resenha do blog:


selobooktour

07
set 2012

Especial Nacional – Depois daquela viagem, Valéria Polizzi


O Especial Nacional é, basicamente, um programa de postagem de um grupo de blogueiros literários que decidiram, na semana da independência do Brasil, postar um especial com posts nacionais. Saiba mais

Como o próprio nome já diz, o especial veio divulgar e destacar um pouquinho mais os nossos brazucas. De tantos livros brasileiros que me marcaram, resolvi destacar uma que me encantou em particular há pouco mais de dois anos.

No tom coloquial próprio dos jovens, Valéria Polizzi relata com bom humor e descontração as farras com a turma de amigos, a dúvida entre “ficar” ou namorar, o despertar da sexualidade, a angústia diante do vestibular e muitas coisas que atormentam qualquer adolescente. Tudo isso seria perfeitamente natural se não fosse por um pequeno detalhe que iria fazer uma enorme diferença: Valéria contraiu AIDS aos 16 anos.

A autora mostra como, de repente, por causa de quatro letrinhas, sua vida passou por uma reavaliação radical. Ela expõe, sem meias palavras, como a doença mexeu com sua cabeça e com os seus sentimentos, ficando claro a sua resolução de preservar sua condição de ser humano a qualquer custo. Livro no skoob

Resumo Valéria Polizzi em uma palavra: Ousadia. Não que ela seja, literalmente, uma palavra. Mas é a qualidade dela que mais se destacou para mim.

Lançou sua auto-biografia em 1997 em meio a receio e ao preconceito e hoje pode comemorar seu alcance: mais de trezentos mil exemplares vendidos no Brasil, além de ter sido lançado na Itália, Portugal, Alemanha, Espanha e outros países da América Latina, como o México.

Numa época que o HIV e AIDS eram considerados pragas gay nossa autora, com 16 anos, acaba sendo uma das vítimas da ‘doença’. O livro possui uma narração bem jovial, acessível, fácil. E traz à tona uma condição que nós estamos começando a aceitar ainda.

O preconceito existe? Sim, ele existe. E a única forma de combatê-lo é expondo-o. Não é a toa que seu livro foi adotado em várias escolas.

Valéria foi corajosa e visionária, não dá para não aplaudir de pé. Recomendo muito o livro, para qualquer gosto, definitivamente.

Abaixo o depoimento dela no final da novela Viver a Vida, da Rede Globo, que tinha como essência a superação de uma das protagonistas.

Valéria também foi cronista e colunista da revista Atrevida, editora Escala.

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30
jul 2012

Resenha – Imaginário Feminino, Camille Thomaz


Através do BookTour organizado pela Jessica Asato, do Meine Liege que o livro chegou nas minhas mãos e esta resenha foi possível, yey.

Título original: Imaginário Feminino
Autora: Camille Thomaz (site)
Editora: Alcantis

O título e a capa me chamaram a atenção logo de início, “este é um dos meus”. Imaginário Feminino é um livro curtinho e rápido. Recheado de pequenos contos, histórias, diálogos, pensamentos e situações que deixam a leitura fluida e deliciosa.

O amado universo feminino é preenchido por mistérios e dá abertura para abordar os mais variados temas. É poderoso, pode mudar o rumo de uma história. Este universo jamais será desvendado: “Fato.” Pois bem, saiba que algo singular, nas entrelinhas de uma inteligente narrativa, transborda nas páginas desse livro. As palavras se traduzem em sentimentos, desilusões, vivências e passagens (aparentemente) tão cotidianas que atingem o belo mundo ao qual pertence o universo das paixões. A leitura é ininterrupta: “Comprove.” Atingirá a mente dos pensantes e o coração dos que já se apaixonaram, dos que estão em pleno prazer, ou, ainda, daqueles que se apaixonarão: nada de meio termo, todos estarão envolvidos. As histórias, ou a história, se reflete como um espelho no coração de cada leitor que se aventurar aqui. Às vezes leia por duas vezes uma mesma passagem, terá diferentes interpretações: “Aceite o desafio.” A autora trouxe um assunto delicado, ao mesmo tempo necessário. Utilizou de coisas simples para dar uma oportunidade para a reflexão e o desabafo; de encontrar o nosso “eu” — a tanto escondido, que interliga ou busca o sexo oposto. A linguagem, mesmo que simples, traz a mensagem subliminar: “Desvende.” Camille Thomaz pode ser jovem e uma autora iniciante, mas possui uma mente altamente elevada, graças a bagagem cultural que absorveu no apaixonante mundo dos livros. Essa é uma obra voltada à todos, seja para amar, pensar… Ou jamais esquecer: “Não duvide.”

De muitas personagens não chegamos a saber o nome, mas é difícil não se identificar com os sentimentos e idéias que pipocam na cabeça destas pessoas que acabam se tornando tão próximas. Eu me achei em muitas – para não dizer na maioria – delas.

Não me foi um livro de uma sentada, confesso: embora simples e cômico, sabe invocar um certo refletir de quem está lendo, o que não impede da escrita ser leve e fácil.

Apesar de não conhecer a Camille, soube descobrir um pouquinho dela em cada trecho, perceber um pouco da personalidade ou até de suas experiências. Será?

E a sinopse do livro me ganhou, o que geralmente não gosto. É uma leitura que conseguiu me distrair, rir e fazer pensar. Difícil não gostar de uma obra destas.

 

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