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coluna category image Recomendação do Leitor – O Mito de Cthulhu 20/01/14 - Comentários

rachel

Como eu anunciei no Facebook, a nova coluna do Corujando é “Recomendação do Leitor”, onde divulgaremos as dicas de livros dadas por vocês no blog!

A recomendação de estréia é:

O Mito do Cthulhu, H. P. Lovecraft

Porque esse livro representa o conjunto da obra por se entrelaçar com outros livros do autor.

Para os amantes do terror, Lovecraft cria um ambiente sombrio e consegue se aproximar da realidade do leitor, deixando a imaginação do leitor solta. Guilherme Braga – São Gonçalo/RJ

Quer enviar a sua recomendação também? É só enviar um e-mail para corujando@ymail.com ou entrar na seção contato do blog! Confira o regulamento aqui.


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Chel Lima
resenha category image Resenha – Luiza, Ana Maia 16/01/14 - Comentários

Título: Luiza
Autora: Ana Maia
Editora: Desfecho Romances – Editora Multifoco
Rating: ★★★★★
Livro no skoob

“Acho bem bonito salvar vidas, realmente. Na verdade, eu quero salvar vidas. De outro modo. Com música. Música é a minha vida. A música salva minha vida quase sempre.”

As férias de Luiza prometeram um tédio eterno: não poderia viajar para a praia com Clara – sua melhor amiga – graças às suas supostas notas baixas em física e matemática. Para completar, sua mãe – que sonha que a filha se torne uma grande médica no futuro – lhe arranjou um emprego de férias no hospital onde seu tio trabalha, por nada mais e nada menos que todo o mês de dezembro.

Aliás, quem é Luiza? A protagonista de 16 anos ganhou este nome devido à música de Jobim e, honrando a origem do nome, também é uma apaixonada por esta tão inspiradora arte.

E é por uma coincidência numa loja de música, nas férias que não prometiam nada senão tédio é que ela conhece Gabriel, um guitarrista dono de um lindo par de olhos verdes que lhe promete aulas. Paralelo a isto, Luiza acaba entrando numa aventura envolvida por amor e, adivinhe só, música, num lugar inusitado: o hospital, junto ao paciente Omar que lhe é uma grande surpresa e um ótimo amigo.

Conheci a autora Ana Maia através do skoob e acabei adquirindo o livro com ela.

O livro é rápido, fluido e me fez voltar aos meus 16 anos, com sonhos, vergonhas, brigas e amizades e, por que não, amores? Empatia pela personagem principal é fácil, acabamos torcendo por ela – e por seus planos – de início ao fim, cruzando os dedos e torcendo para o romance – e a música! – vencerem com aquele sorriso no rosto que só estas histórias leves conseguem arrancar.

Adorei o livro, sou fã das obras infanto-juvenis e espero que gostem também. Vou divulgar um booktour em breve do livro “Luiza”, fiquem de olho no Corujando para participar!

Boa leitura!


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Chel Lima
resenha category image Resenha – Paperboy, Pete Dexter 16/01/14 - Comentários

Título: The Paperboy
Autora: Pete Dexter
Editora: Novo Conceito
Livro no skoob

Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar.

Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.

As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico.

No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.

Paperboy é diferente de tudo que eu pensei em ler até hoje. É narrado em primeira pessoa por Jack, porém ele participa tão pouco da história, pratica tão pouca ação que ele é quase um narrador onisciente, no sentido de presenciar os fatos. O livro é dividido em tempos e não capítulos. Como é isso? A divisão da história é feita por espaços em branco entre as narrações.

Em seus méritos é um ótimo livro. Eu pelo menos gostei muito da leitura. Não é um livro muito fácil de se ler, a escrita é um pouco rebuscada e com uma dificuldade mediana.

O modo como os fatos são apresentados faz com que você só entenda e encaixe o quebra cabeça quando o Peter quer, que é quando ele te apresenta, através da narrativa de Jack, a afirmação do ocorrido, se não fica a dúvida no ar para sempre.

Na página onde contem as informações de publicação tem o seguinte dizer:

“Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produto da imaginação do autos. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência.”

Será mesmo? Porque eu me senti lendo um diário de confissões pessoais.

Esta obra nos mostra como é a vida de um repórter nos anos de 1969 e as peculiaridades e preconceitos das cidades pequenas. E eu me apaixonei pelo profissional Ward, seus princípios são muito valiosos. E isso parece que contagia seu irmão Jack, mudando seu futuro. O Yardley é arrogante e detestável, não consegui suportá-lo. Charlotte não fez muita diferença para mim, para a história é claro que sim, pois foi ela quem começou a coisa toda quando escreve para Ward pedindo ajuda, mas na minha humilde opinião ela teve o fim que sempre buscou, mesmo não sabendo no começo.

Enfim, eu recomendo a leitura e espero que gostem.

ANEXO!

Gente, eu vi o filme…

Dirigido por Lee Daniels e tendo como roteirista o próprio Dexter, o filme é narrado pela empregada da família: Anita Chester. Que dá uma entrevista contando o que aconteceu naquele verão.

O nome dos personagens, os fatos e os locais foram todos alterados, incluindo o fim do filme que é completamente diferente do do livro. Ainda bem, pois com esse fim odiaria o livro para sempre.

Porém, o roteirista é o Dexter, o que me faz pesar que ele preencheu as lacunas deixadas no livro.

Não é o tipo de filme que eu estou acostumada a assistir. Não tem nada a ver com os filmes holiwoodianos por aí.

Nele o preconceito é bem explícito e isso me incomodou muito, no livro isto é um pouco mascarado e menos impactante porque o Jack não se incomoda com essas coisas, e não é preconceituoso, não de forma perceptiva porque eu não percebi. Pelo menos esse não era o foco, uma vez que já haviam preconceituosos demais na história.

Enfim o filme mistura o livro. E de uma forma geral eu detestei o filme e não recomendo se a sua curiosidade for abaixo da minha. Se for do mesmo nível, você não conseguirá ficar sem assistir, então bom filme. Ou o melhor que ele puder oferecer…


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Postado por:
Déborah
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