Por Chel Lima resenha,resenhas atualizadas 02-09-2011
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Samantha é uma ruiva rebelde, filha do meio e faz aulas de alemão. Sua irmã mais velha, Lucy, tem uma beleza e uma popularidade incomparável e Rebecca, sua irmã mais nova, é mais inteligente que metade das pessoas que Sam conhece e etuda numa escola de gênios.

Como se não bastasse toda esta combinação, ela ama Jack – o namorado artista de Lucy, sua querida irmã mais velha, que depois que descobriu que Sam andava vendendo desenhos para as pessoas de sua sala contou para os pais. Resultado: Sam tem que frequentar aulas de desenho (como se precisasse!) que irão ”abafar sua criatividade”.

As aulas de Susan Boone não parecem nem um pouco interessantes. Os alunos, coisas sem talento… A não ser David, que usa camisas de bandas que ela gosta e elogiou seu coturno na primeira aula.

No dia da segunda aula, Sam resolve faltar para ficar na loja de CD’s e, sem pensar acaba salvando o presidente dos Estados Unidos da América de um atentado homicida. A partir daí, a vida de Sam muda, ela troca de opiniões e acaba aceitando coisas e fatos que nunca se imaginaria concordando.

Como sempre, sou obrigada a falar do quanto a diva da Meg me encanta. É só passar um período falta-de-concentração que Meg Cabot é o meu primeiro remédio. A escrita dela flui de um jeito tão impressionante que só percebemos que o tempo passou depois da última página. Além das personagens divertidas e problemáticas, a narrativa é rápida. Eu amei o livro, uma delícia de ler. Não deixem de experimentar mais este, depois digam o que acharam! Boa leitura.

Ficha Técnica
Título Original: All American Girl
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record



Por Chel Lima resenha,resenhas atualizadas 28-08-2011
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Clay Jensen recebe uma caixa. Com fitas cassetes. Estranho, não? Mas tudo, bem. Ele simplesmente pega as fitas e as coloca para tocar na garagem de sua casa.

A surpresa vem quando a voz de Hanna Baker é que sai das caixas.

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Mal consigo explicar como a escrita deste autor me envolveu! Na verdade, eu vi uma resenha lá no Fernanda’s Bookshelf que me instigou a ler. Quando vi o livro dando sopa na biblioteca da minha escola, corri para pegar!

Eu simplesmente adorei o estilo do livro, o autor intercala as gravações de Hanna com a narrativa de Clay através de plays e stops. 13 fitas com os 13 motivos de Hanna Baker ter cometido suicídio. Cada fita fala de uma pessoa em especial. Em qual Clay estaria? E quem entregava e vigiava as fitas?

Os personagens são bem construídos e cada um deles é explorado bastante – seja pelo ponto de vista do Clay, seja pelas gravações da Hanna.

O livro gira em torno nas atitudes que temos que, mesmo pequenas, podem afetar aqueles que estão a nossa volta e como pequenos sinais podem nos dizer muita coisa se pararmos para prestar atenção.

Vale mencionar que adorei esta capa! Adorei mesmo. Ela se faz destacar, em meio a outras e te deixa curioso para saber que livro é este. Nota 10 para a capa, ao meu ver ^^.

Uma resenha curtinha, nossa! Mas é isto. Gostei bastante do livro, ele é rápido e consegue te prender até o final – sem contar que você se envolve bastante com a história da Hanna, com o desespero do Clay. Recomendo.

Ficha técnica
Título Original: Thirteen Reasons Why
Autor: Jay Asher
Editora: Ática



Por Chel Lima Literatura Nacional,resenha,resenhas atualizadas 18-08-2011
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Leo e seus amigos tinham muita coisa para se preocuparem, como a prova de matemática que tinham acabado de fazer. Numa conversa de msn qualquer com Dani, Mari e André, Leo reparou algo diferente: José Eleutério está na conversa.

José Eleutério diz (14h00):
Ei, vocês aí,
estão lendo o que eu estou escrevendo?

Ok, um hacker está na conversa – foi a primeira impressão de Leo. Mas menções de seu tio Inácio, já falecido, e detalhes da vida dele que mal sua família sabia mencionar indicavam que algo estava errado: este hacker estava muito sabido. E não tinha graça nenhuma ele se passar por morto e pedir para que descobrissem quem foi o assassino dele e reabrissem o caso que dizia que José Eleutério havia se suicidado.

Pior? Todo mundo parecia estar caindo nesta ladainha! Morto? No msn? Ahãm. Mas Leo iria fazer o jogo dele, afinal, ele sabia coisas demais.

O grupo investigou e se deparou com uma notícia que dizia que um José Eleutério havia morrido envenenado e, logo em outra reportagem de um jornal, encontraram a afirmação de que ele tinha cometido suicídio. O morto-hacker afirmava ter três principais suspeitos. E a turma iria investigar… Será que o além estaria envolvido nesta história?

Laura Bergallo tem uma escrita simplesmente deliciosa e o livro acaba em uma sentada. É bem pequeno, destinado ao público infanto-juvenil, mas eu consideraria para todas as idades – não existe livros infantis demais para ninguém.

É uma leitura leve e divertida, a narrativa é rápida e é difícil desgrudar os olhos das páginas. O livro é bem curtinho e, no fim, eu desejei que ele tivesse mais páginas – ainda mais com aquele final. No fim do livro, temos um glossário de Internetiquês, que eu simplesmente achei o máximo, haha.

Ficha Técnica
Título Original: O Xamado
Autora: Laura Bergallo
Editora: Vida & Consciência
Onde encontrar?
Saraiva - Submarino

Sobre a autora…

A Laura Bergallo já possui treze livros publicados, inclusive na França e nos Estados Unidos. Jornalista, publicitária e editora de publicações científicas.

Já recebeu vários prêmios, como Adolfo Aizen 2006, Jabuti 2007 e PNBE 2011. Mora com a família no Rio de Janeiro.

Não deixem de visitar o site da Laura (http://www.laurabergallo.com.br/) e conferir o livro no Skoob (http://www.skoob.com.br/livro/179783). E aqui, vocês também encontram os livros que ela escreveu. Aproveitem!

E não deixem de ficar de olho nas postagens! Em breve, teremos sorteio de um exemplar de ”O Xamado”, ok? Abraços e boa leitura!



Por Chel Lima resenha,resenhas atualizadas 16-08-2011
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Rebecca Bloom é uma jovem londrina com o péssimo hábito de consumismo compulsivo. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, ela não consegue controlar suas finanças pessoais. Endivididada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes de pagar a fatura do cartão de crédito.

Sempre fui doida para ler Sophia Kinsella, pelas recomendações mas nunca tinha pego num único livro dela. Quando tive a oportunidade de ler ”Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, livro que deu origem ao filme, simplesmente não resisti! (Até porque eu adorei aquele filme.)

Londrina, consumista, mentirosa (ou extremamente criativa em soluções não-reais?). Geralmente se apresenta como Becky Bloom, da Sucessful Saving. Mas ninguém parece decorar isto muito rápido nos eventos financeiros que ela visita. E quem liga? Como sua amiga, Elly nestas palestras chatas para sentar no fundão, tudo resolvido.

Ou não. Becky está com dívidas até o pescoço e as soluções estão acabando. Jogar cartas de cobranças no lixo. Esconder numa gaveta da casa que divide com Suze, que gentilmente divide o aluguel com ela e não cobra tanto assim. Febre! Dizer a Derek, gerente do banco que deve, que está com febre! Ou, que quebrou a perna. Ou que seu cachorro morreu… e as desculpas continuam!

Como se não bastasse, Becky é viciada em compras. Sai para comprar um presente de aniversário e gasta o triplo com coisas para ela própria. Claro, isto é bem melhor do que ficar trabalhando. Mas como irá pagar todas as contas que parecem ter surgido na porta da sua casa?

Em busca de soluções, ela ainda tem que se distrair dos eventos chatos do seu serviço, tentar a técnica do CG ou GMD – Cortas Gastos ou Ganhar Mais Dinheiro – se encabular com a decisão de sua amiga ir para o lado negro da força (vulgo: ser uma das pessoas que trabalham com as finanças, e não escrevem sobre elas), ignorar o fato de ser deixada pelo seu último namorado, suportar as esquisitises de Tarquin E lidar com Luke Brandon e seu Q.I altíssimo.

O que posso dizer? Adorei! O livro tem suas doses de romance e comédia que te fazem morrer de rir. Eu ansiava por virar a página e ver o que esta menina ia inventar. Becky tem suas mentirinhas que as levam em enrascadas e mais mentirinhas e é tão fácil se colocar no lugar da protagonista que, em horas, eu me pegava morrendo de vergonha por ela!

A escrita da Sophia é realmente ótima, a narração em primeira pessoa flui muito bem. Entendo perfeitamente porque há pessoas que a comparam com a Meg Cabot, ela é realmente uma escritora a altura. Sobre o filme, eu já assisti há um bom tempo, mas ainda assim achei bem diferente. Mas o livro e o filme têm suas próprias particularidades e são ótimos. A versão do livro que eu li é a Best Bolso com a nova ortografia. Achei ótima, a letra não é tão pequena e a capa é justamente a do filme, que eu prefiro à capa brasileira. Enfim, é isto! Boa leitura.

Ficha Técnica
Título Original: The Secret Dreamworld of a Shopaholic
Autora: Sophia Kinsella
Editora: Galera Record



Por Chel Lima resenha 08-08-2011
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“Partholon: Um mundo diferente em que os sugadores de sangue são a verdadeira ameaça.”

Quando Etain – a tocada pela Deusa – recebeu sua filha, não pensaria que receberia um presente tão grande Daquela venerada por todos: sua filha era parte humana e parte centauro, uma mistura perfeita de Etain e do Xamã Midhir. Um presente da Deusa Epona para aquele povo de Partholon.

Elphame foi o nome escolhido para a filha de Etain e, agora adulta, Elphame decidiu sair em busca de um lugar onde se encaixasse. Tocada por Epona, a única dádiva realmente mágica que recebera fora seu corpo peculiar, mas o mundo dos espíritos e da magia lhe era distante e indiferente. Não buscava ser venerada e, por isto, saiu dos limites de Partholon em busca de um novo começo.

Com o irmão Cuchulainn, nome herdado de um guerreiro, e vários outros voluntários ela se moveu para as ruínas do castelo de MacCallan, palco de uma enorme e horrenda guerra há 125 anos atrás, conhecido pelos fantasmas e maldições que enfeitavam a mente dos humanos sobre ele.

Mas Elphame não se deixou abater. Sabia que seu destino era lá e não estava errada. Porém, ela enfrentaria muitas provações, provações que a colocariam cara a cara com o nome que por toda sua vida lhe perseguiu: Tocada por Epona.

A guerra que destruiu o castelo de do clã de MacCallan não só deixou ruínas para trás, como expulsou os fomorianos, uma raça vingativa que levou mais do que vidas embora.

Um povo levado a loucura, a reconstrução de um castelo que dá boas vindas, seres místicos e laços familiares são destaque nesta obra que simplesmente me encantou.

O que mais dizer sobre ela? Amei. Acho que não coloco defeitos a não ser que o livro deveria ser maior, ter mais história que me fizesse tirar deste planeta para viajar. Fiquei apaixonada com ‘A Escolha de Elphame’ e a P.C. Cast se tornou, oficialmente, uma das minhas autoras favoritas.

Não sei se este livro encantaria todo mundo tão facilmente. Gostei das lições de amor e amizade embora achasse que por vezes tudo era rápido demais e também da presença da mitologia celta, uma presença tão forte quanto na série House of Night, com a Kristin Cast. As séries de Partholon conta com um livro lançado no Brasil e o segundo já foi publicado lá fora, sob o nome de Brighid’s Quest (ou A Busca de Brighid) e a previsão é de que seja lançado aqui em Setembro pela editora Harlequin.

Título Original: Elphame’s Choice
Autora: P.C Cast
Editora: Harlequin

May I have your attention please?
Esta é uma resenha atualizada neste site, ou seja, pode ser vista em dois lugares. Entenda melhor aqui.
Para conferir o outro link onde pode encontrar esta resenha, é só visitar o EtCoetra neste link.



Por Chel Lima resenha,resenhas atualizadas 25-07-2011
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Estrela da Noite é um lançamento da Editora Intrínseca, da série ‘Os Imortais’. Se você não leu os outros títulos, não continue lendo, ok? Tem spoilers dos outros. Se quiser ler as outras resenhas da série, é só procurar minhas resenhas anteriores no menu de ”Resenhas”, aqui do blog.

No último livro, nos deparamos com Ever enfrentando as consequências de todas as suas escolhas erradas: a transformação de Haven em um ser imortal – que gerou repercussões bem inesperadas. Ao antídoto do antídoto que antes que finalmente tivesse conseguido de Roman, ele é destruído junto a receita de que tanto precisava. E a Sabine com sua longa lista de suspeitas sobre ela, ainda por não ter aceitado que Ever é Avalon, alegando que este tipo de coisa paranormal não existe.

Como se não bastasse Haven a odeia e jura vingança, alegando que a morte de Roman foi culpa de Ever e de Jude. Ever conta com seu força, com seu conhecimento e sua velocidade, conta tanto com isto que subestima Haven e suas capacidades. Ela nunca imaginaria que sua ex-melhor-amiga estaria tão poderosa.

Já na escola pode-se perceber a nova ordem social. E esta nova ordem é facilmente previsível pela maneira com que as pessoas se comportam no primeiro dia de aula com Haven, que parece ter expandido o seu encanto. Da mesma forma de Roman, ela sabe jogar: Jogar com Ever e com seus sentimentos, chegando a fazê-la duvidar da verdade sobre Damen e suas vidas passadas.

Este não é um período bom para Ever e sua indecisão toda. Como já foi abordado em livros anteriores, seu ponto fraco é o quinto chacra, apontando sua falta de discernimento e capacidade de mau uso da informação. E é exatamente ele que entra em conflito com essas novas informações.

Conflito este que dará espaço para uma dúvida. Uma dúvida que ela não consideraria e nem pensaria em considerar. Uma dúvida que tem nome de Jude.

No quinto livro da série nos deparamos com verdades sendo ditas (literalmente), amizades sendo postas em cheque, capacidades testadas e, acima de tudo, novos mistérios.

A narrativa da Alyson é ótima e em momento nenhum fica maçante. Tudo nos leva a curiosidade e mais curiosidade, a mais vontade de ler. Me falaram que é bem difícil fazer resenha de livro que adoramos, e é a mais pura verdade! Quando você menos espera a história tem um boom e os fatos se sucedem tão rapidamente que quando você repara, o livro já acabou.

Uma coisa impressionante da saga é como ela se desenvolveu. No início, o mistério se depositava basicamente em Damen, um estranho que não possuía aura – claramente diferente de qualquer pessoa normal. Em Lua Azul, Ever já é Imortal porém Damen começa a definhar, perder suas capacidades e fica suscetível a qualquer tipo de influência, algo que Ever tem que correr contra o tempo para tentar curá-lo. Em Terra de Sombras, a história é mais ampla. As vidas passadas são mais abordadas, Jude entra na história, Roman e seus jogos… Em Chama Negra, Ever luta cada segundo mais para conseguir o antídoto, fazendo mal uso de ferramentas poderosas que poderiam lhe custar muito, além de ter que lidar com Haven, a mais nova Imortal.

Se no quarto livro a Alyson deixou muitos problemas pairando no ar, em Estrela da Noite ela caprichou no quesito atiçar-curiosidade-dos-leitores. Ela continua criativa e o enredo da história continuou a me impressionar. Em momento nenhum tive a impressão de que a história ficava repetitiva ou estava sendo enrolada. Eu só posso contar os dias para o sexto -e último – livro, Everlasting ou Infinito. Não duvido que será ótimo. *-*

Ficha Técnica
Título Original: Night Star
Autora: Alyson Noel
Editora: Intrínseca



Por Chel Lima Literatura Nacional,resenha,resenhas atualizadas 20-07-2011
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Laura Lucy está à beira dos trinta e à beira de um ataque de nervos. De repente, a mulher decidida que pensava ser dá lugar a uma garota cheia de dúvidas diante de dois pretendentes bem-sucedidos, bonitos e charmosos; Sorte no amor e nos negócios é possível? Entre faturas de cartão de crédito, hambúrguer e batata-frita, amor incondicional pelo secador de cabelos e livros de autoajuda, ela tenta se equilibrar e conseguir realizar seus sonhos mais secretos.

Laura Lucy acaba de sair do seu cargo de trainee para Auxiliar de Marketing de Vendas, depois de dois anos na empresa, o que se prova ser uma decepção total: afinal, cadê o tão merecido cargo na gerência? Só depois de seis meses dos quinze auxiliares de marketing que a empresa iria escolher um gerente.

A empresa da marca Helga é uma espécie de selva. Principalmente com sua chefe, Joana, que sempre lhe pede para fazer os trabalhos dela e depois do trabalho todo ainda existem vários candidatos para tão sonhada vaga na gerência. Conciliando com o fato de que ela ainda tem de constantemente resolver os problemas de Joana, como ir a um encontro com um dos compradores da empresa – e encontrar um provável velho gordo e chato reclamando sobre o investimento dele na marca e blábláblá.

Acontece que não é um velho gordo e chato, muito pelo contrário. Um homem jovem, bem sucedido e maravilhoso e Laura Lucy consegue pintar exatamente a imagem de um marido ideal. Mas logo ela desce da viagem de onde estava, afinal, quando um homem como aquele estaria a) solteiro b) interessado nela ?

A protagonista é divertida e tem uma personalidade marcante, que eu simplesmente adorei! Nesta corrida para o sucesso, Laura Lucy não descarta as piadas, irônicas, mentirinhas e… compras! Encontramos nossa Becky Bloom brasileira, por assim dizer – se ainda não foi possível constatar pela capa. Eu ri muito das mentiras e das situações que a Laura Lucy se envolveu, e também pudera: com uma mente como aquela…

A família de Laura é super engraçada e eu entendi perfeitamente a vontade dela de sumir quando estava todo mundo reunido. Ri das encrencas da Laura Lucy para não comprar, não gastar dinheiro ou ganhar mais dinheiro, além das enrascadas que as mentiras (mentirinhas) dela a levavam.

O livro é em primeira pessoa e eu não posso descartar mais elogios. A escrita da Fernanda Saads é leve e divertida e eu amei as doses de comédia e romance. A narração é bem rápida e é bem difícil largar o livro para ler outra coisa. Amei o livro e a personagem principal, haha. Laura Lucy, quem não tem um pouquinho dela?

FICHA TÉCNICA
Título: As Confissões de Laura Lucy
Autora: Fernanda Saads | Site da autora
Editora: Novo Século – Novos Talentos da Literatura Brasileira



Por Chel Lima Literatura Nacional,resenha,resenhas atualizadas 17-07-2011
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Primeiramente, eu não recomendo que você leia esta resenha se você ainda não leu o ‘Caixa de Desejos’. Mas, se você quiser, vá em frente por sua conta e risco, não vou soltar tantos spoilers assim.

Marília – nossa personagem de onze anos (no último livro) que enfrentou suas provações da idade – cresceu. Com seus dezoito anos está terminando o Ensino Médio e está prestes a fazer a tão temida prova de vestibular.

A protagonista cresceu, assim como os seus problemas. Agora, não são mais aqueles com o primeiro amor ou com sua meia-irmã que ela não-gostava-tanto-assim (também porque se tornaram melhores amigas) e sim com um namorado ciumento, o comportamento estranho de sua melhor amiga, o sobrinho de sua avó Ida e possíveis novas paixões, além da tensa situação entre seus pais.

A escrita da Ana Cristina Melo é leve e divertida, e Marília volta com toda a sua esperteza e determinação que talvez – só talvez – não sejam tão suficientes para resolver seus problemas. Quem sabe uma ajuda? Afinal, a Caixa de Desejos ainda está lá.

Nesta transição de Marília para sua vida de responsabilidades percebemos – claramente – suas inseguranças, anseios, ambigüidades: com várias “Marílias” lutando para ter seu desejo realizado. E quem não é assim? Queremos algo e não queremos ao mesmo tempo e, por vezes, rejeitamos os nossos desejos – somos ambíguos e duais. Cada uma das Raquéis (Rachéis? Rachels?) com certeza se identificou com cada Marília e cada faceta de Marília do livro. Ana continuou me encantando com este segundo volume, amei! E eu simplesmente adorei o fato do livro ser maior, deu para me divertir muito mais, haha.

Ficha técnica
Título: De Volta à Caixa de Desejos
Autora: Ana Cristina Melo
Editora: Usina de Letras – Vermelho Marinho



Por Chel Lima resenha,resenhas atualizadas 07-07-2011
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Amigas, amigas, casamentos à parte

Fiquei besta com o preço deste livro na Leitura. Eu já tinha pensado em lê-lo, mas quando vi o preço eu decidi comprar na hora. Me lembrava Bride Wars, que eu adorei, então por que não?

Jéssica e Carol são amigas desde a infância – se é que podemos chamar este relacionamento de amizade. Jéssica é uma pessoa que podemos considerar sortuda, é bonita, tem um noivo maravilhoso que a ama, um emprego ótimo que ela adora e uma família ótima e bem estruturada – apesar do pai, que morreu quando ela era mais jovem.

Carol o contrário. Sua família é uma bagunça desde que o pai abandonou a ela, a mãe e a irmã mais nova; sua mãe começara a beber e se tornara uma alcoólatra que tudo o que sabia era reclamar da vida e jogar a culpa em Bill (ex-marido). Sua irmã era uma jovem rebelde que não obedecia a ninguém. E seu noivo, Gary. Alguém que não parece lhe dar valor e muito menos respeito.

Ambas estavam noivas e, quando Carol escuta de Jéssica que esta planejava fazer um casamento ela correu para sugerir um casamento duplo. Jéssica detestou a idéia, como dividiria o seu dia especial? Acabou, por fim, aceitando. Por pena, em nome da amizade e do desespero da amiga.

Ao longo do livro ela se arrepende amargamente da idéia, tendo em vista a instabilidade emocional de Carol (diz algo e quer outra coisa, seu vai-e-vém com Gary, seu modo de fazer chantagem), mas ela não pode simplesmente expor uma idéia tão mesquinha, não?

Então ela decide levar até o fim. E que fim nós temos.

Eu gostei do livro. A narração é boa, não é um livro que se arrasta. O enredo também é legal e as reviravoltas acabam sendo divertidas, não dá para sair prevendo o que vai acontecer.

Porém, eu não gostei muito dos personagens. Os bons eram muito bons e os ruins, bem ruins. Apesar de alguns fatos que fogem a esta regra, foi esta a impressão geral: Carol era uma invejosa que não conseguia nada do que a amiga, Jéssica, tinha, e por isto ela era infeliz. Isto às vezes é irritante. Mike é o noivo perfeito e Gary, ahn, nem tanto. Mas o livro é gostoso, é o tipo de romance divertido e com doses dramáticas que todo mundo adora. E no fim, acabamos até nos surpreendendo com estas figuras.

Ficha técnica
Título original: Double Wedding
Autora: Patricia Scanlan
Editora: Essência



Por Chel Lima resenha,resenhas atualizadas 30-06-2011
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Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.

Lançado aqui no Brasil pela editora Intrínseca, Um Dia do David Nicholls superou completamente as minhas expectativas. Todos os comentários que eu já tinha lido sobre ele foram incríveis de pessoas completamente extasiadas. As opiniões no verso do livro deixaram bem claro que este não é destinado para um pequeno público: sem dúvida, atraiu milhares de apaixonados.

Dexter e Emma se conheceram na festa de formatura da faculdade, mais para lá do que para cá, sem saber o que fazer com o futuro e imaginando que aquilo seria mais um casinho com uma pessoa que eles nunca mais iriam ver na vida.

Eles não poderiam imaginar que estariam presentes tanto na vida um do outro depois daquilo. Afinal, quem diria? Qual foi o significado daquilo tudo?

Dex e Em, Em e Dex. Soa como melhores amigos e, ao longo da vida eles vão se deparar com as diferenças, com a total falta de timing, com sonhos e fracassos e um futuro totalmente inesperado.

O que dizer? Fiquei simplesmente apaixonada com o livro. Cada capítulo acontece no dia 15 de julho de um ano, ou seja: O primeiro capítulo é o dia que eles se conheceram, 15 de julho de 1988 e os capítulos de cada uma das cinco partes roda em torno desta data: 15 de julho. E quem diria que nós perceberíamos tanta coisa neste dia?

A mágica do livro de David Nicholls consiste em, basicamente, pegar a essência destas datas e perceber o que aconteceu durante o passado ano. A cada palavra você descobre um fato novo, surpreendente, extraordinário. Que você torcia contra ou a favor: cada frase é uma descoberta da história.

Não é um livro que você engula. Ele não é lento e não é maçante, mas o desespero para chegar ao final não existe: é só a vontade de apreciar cada linha. A vontade de descobrir o que aconteceu na vida destes personagens e é fato: você fica preso a história o tempo inteiro.

E estes personagens têm seus defeitos. São chatos, por vezes ignorantes. Talvez sabichões demais. Nunca algo dá certo demais ou errado demais: simplesmente acontece. Assim como a vida. Quer um romance mais fiel do que este? O autor conseguiu passar exatamente este sentimento de realidade; a facilidade de se identificar com os personagens é inegável.

“Incrivelmente emocionante.” Marian Keyes, autora de Melancia.

E não posso dizer mais nada! Vou deixar por conta de quem ler. Super recomendo, recebeu as cinco estrelinhas com louvor. Obrigada a quem me recomendou, ele é simplesmente incrível. Como todo mundo disse. Não poderíamos esperar menos de um best-seller internacional publicado em 37 países, poderíamos?

Você pode passar a vida inteira sem perceber que aquilo que você procura está bem na sua frente.

O livro já tem um filme, com a atriz Anne Hatheway no elenco (poderíamos imaginar uma Emma melhor do que ela?) e o Jim Sturgess! Ele é totalmente o meu Dex. E vocês, o que acham? Eis o trailer. Não deixem de ler, eu recomendo muito. Agora é só esperar para ver o filme!

Ficha Técnica
Título Original: One Day
Autor: David Nicholls
Editora: Intrínseca
Não deixem de visitar o site de Um Dia, aqui!

Trailer do filme

Capas por aí

David Nicholls – o autor

David Nicholls nasceu em 1966, em Hampshire, Inglaterra. Formado em literatura e teatro inglês, optou pela carreira de ator e recebeu uma bolsa da American Musical and Dramatic Academy de Nova York. De volta a Londres, atuou em espetáculos teatrais no Battersea Arts Centre, The Finborough, West Yorkshire Playhouse e Birmingham Repertory Theatre. Entre uma peça e outra, em Londres, Nicholls trabalhava como vendedor da rede de livrarias Waterstone’s, em Notting Hill. Após trabalhos freelance, conseguiu emprego como leitor de peças e pesquisador da BBC Radio Drama, o que o levou à edição de roteiros na London Week Television e na Tiger Aspect Productions. Nessa época, começou a escrever e adaptou a peça de Sam Shepard, Simpático, que se tornou um filme estrelado por Sharon Stone e Nick Nolte, em 1999. Ao longo de sua notável carreira de roteirista, recebeu duas indicações ao BAFTA. Além de Um dia, publicou os romances Starter for Ten e The Understudy.